Falar de Ver-o-Peso é falar de Belém. Localizado na baía do Guajará, no encontro da foz do rio Guamá com a foz do rio Acará, o complexo do ver o peso atualmente compreende uma área de 26.500 m2 e é compreendido por diversos setores:

O porto do Ver o Peso, criado em 1688 devido a grande circulação de mercadoria na área, nele funcionava um posto de arrecadação alfandegaria que tributava pelo peso dos produtos. O posto funcionou normalmente até meados de 1839, quando seu até então prédio foi cedido para o funcionamento do mercado central de peixe.

Desde muito cedo, na região do porto,  na região do porto, criou-se um feira onde  se comercializava de tudo, mas principalmente alimentos, vestuários e cerâmicas. Entretanto, foi  na “era da borracha” que investimentos em urbanização  deram ao mercado a sua forma atual.  No ano de 1899  foram construídos o Mercado de Carne e o Mercado de Peixes, utilizando os padrões arquitetônicos europeus da época, onde o ferro tinha uma grande predominância.

No setor de feiras estão montadas cerca de 1000 barracas estando atualmente todas elas padronizadas.

 

O mercado de peixes é construído em estrutura metálica, do lado exterior e interior, ” Tem estrutura toda em ferro trazida da Europa onde a cobertura principal é do tipo ‘marselha’ e as torres  do tipo ‘art-noveau’, possuem cobertura em escamas de zinco, sistema ‘Vieille-Montagne’ ” (site  “thegreenclub.com.br” / Documentos da Fundação Belém). O mercado foi inaugurado em 1901.

 

Inaugurado em 1908, e todo feito de ferro trazido diretamente da Inglaterra, o  “Mercado de Carne”  é de uma riqueza de detalhes surpreendente. Nesse mercado a carne era vendida ao ar livre e sem refrigeração. O Mercado está, agora em 2011,  em fase final de um processo de restauração completa, onde toda estrutura de ferro foi tratada e pintada. A parte de alvenaria foi completamente modificada no seu interior, com a construção de grandes salas, com troca da madeira do piso e teto, que certamente irão abrigar alguns orgãos governamentais.

Ao lado do mercado de peixes e em frente ao mercado de carnes temos a “Feira Livre”, que vende hortaliças, frutas típicas da região, farinhas e ervas medicinais. Encontra se nela, também, uma grande área de alimentação e uma área de extratos e produtos. Além, claro, da famosa feira do açaí, mais popular e na praça em frente  ao mercado do Ver-o-Peso.

Os peixes não comercializados no mercado central e que estão perto de “passar do ponto”, são levados para as calçadas ao lado do mercado e comercializados a um preço menor. Nesse ponto a higiene do local deixa a desejar devido a restos de peixes que são jogadas na baía e atraem urubu que posam e ocupam a área da praia. Diariamente, a prefeitura passa no meio da manhã com caminhões pipas fazendo a limpeza, mas não é suficiente. Observa-se que mesmo no mercado central de peixes, não há câmaras frigoríficas, os peixes são conservados em caixas de isopor com gelo.