Mercado do Porto do Sal (R. São Boaventura) entre Tv. Gurupá e Tv. Alenquer.

O Aparelho é um dispositivo artístico que atua no espaço público do Mercado do Porto do Sal, gerido por iniciativa coletiva de artistas visuais, cênicos e musicais que, desde 2014, ocupam a zona portuária do Beco do Carmo e Beco da Malvina, com atividades de intervenção, formação e experimentação artística, implicadas nas relações de produção e vivência do lugar. Suas práticas se constituem como potência poética-política, ao incorporar a paisagem social em suas obras, ao mesmo tempo em que ativa o fazer produtivo e artesanal do lugar, que resiste ao processo de higienização e homogeneização de seus portos. Atualmente, montou a Biblioteca do Porto, localizada no Box cinco do Mercado do Porto do Sal, com funcionamento em dias alternados – terças e quintas, pela manhã, e aos finais de semana, nos dias em que acontecem ações artísticas, onde disponibiliza o empréstimo de livros e atua como ponto de apoio para as oficinas ofertadas à comunidade do entorno.

 

Artistas-Gestores:

Elaine Arruda

Doutoranda e Mestre em poéticas visuais pela ECA/USP, possui como foco de interesse a paisagem e o corpo. Agente do coletivo Aparelho, desenvolve projetos multidisciplinares na região portuária de Belém. Foi contemplada com o Prêmio de Experimentação, Pesquisa e Difusão Artística da FCP, em 2016; e no Programa Rede Nacional Funarte Artes Visuais 12a edição, em 2015. Recebeu a Bolsa Funarte de Estímulo à Produção em Artes Visuais 2013 e a Bolsa de Pesquisa e Experimentação Artística, do Instituto de Artes do Pará – IAP, nas edições 2013 e 2010. Realizou Residências no JA.CA (Jardim Canadá), participando do projeto Indie.Gestão, em Belo Horizonte; no Centre d’artiste Engramme (Méduse) e no Centro de Estudos da Imagem impressa Press Papier, ambos em Québec, Canadá. Foi convidada a participar de mostras internacionais, como a ‘Biennale Internationale de la Gravure de Sarcelles’, França, na 15° e 16° edição; e as exposições ‘Gravures Contemporaines d’Artistes Français et Brésiliens’, na cidade de Lyon, França; e ‘Estampe Amazonienne’, no Centro Artístico Engramme, em Québec, Canadá. No Brasil, participou de mostras individuais e coletivas, dentre elas: Salão Arte Pará 2014; Circuito das Artes 2014, Projeto Triangulações, com itinerância pelos estados de Alagoas (Pinacoteca Universitária), Pará (Museu de Arte do CCBEU) e Bahia (Museu de Arte Moderna – MAM). Exposição Cheio de Vazio, Instituto Tomie Ohtake, São Paulo; Paisagem Suspensa, SESC Boulevard, Belém; Imensidão Íntima, Museu Casa das 11 Janelas, Belém; Solidão Essencial Solidão no Mundo, Galeria Theodoro Braga, Belém; É preciso confrontar as imagens vagas com gestos claros, Oficina Cultural Oswald de Andrade, São Paulo; Outras coisas visíveis sobre papel, Galeria Leme, São Paulo; Vento Norte, Galeria Gravura Brasileira, São Paulo. Possui obras documentadas nas seguintes publicações: revistas Leal Moreira e Polichinello, ambas de Belém; revista ‘Qui vive’, de Montréal; Jornal de Resenhas da Folha de São Paulo; livro Impressões, editado pelo SESC Pompéia, São Paulo; e catálogo Acervo Onze Janelas, Gravura no Pará.

 

Anne Dias

Artista e terapeuta ocupacional, é Mestra em Motricidade Humana, e docente da Universidade do Estado do Pará desde 1993. Desde 1987, atua em vários grupos de Teatro da cidade de Belém, como, o Pé na Estrada, Experiência, Dramática Companhia e Usina Contemporânea de Teatro. Cantora, foi membro fundadora do Coro Carlos Gomes por 20 anos, com quem participou de vários concursos nacionais e internacionais. Integrou o coro do Festival de Ópera, participando de várias produções. Atualmente, é coordenadora do Núcleo de Formação e Experimentação da Fotoativa e integrante do Coletivo Aparelho, onde atua como artista criadora, educadora e brincante.

 

Débora Oliveira

Estudante de Artes Visuais da UFPA, mãe, educadora, artista, e moradora de periferia. Ministra oficina no Curro Velho desde de 2009, integrando o COLETIVO PITIÚ, trio feminista que desenvolve trabalhos coletivos, oficinas artísticas e imersões em determinadas áreas para produção de obras, transitando por diversas técnicas visuais. Coordena as ações públicas do projeto APARELHO – ARTE E CIDADANIA, rede tecida por artistas, colaboradores e agentes comunitários, que ocupam de forma permanente o Mercado do Porto do Sal, e participou da Ocupação do Solar da Beira 9prédio histórico abandonado pelas autoridades que foi ocupado durante um mês com arte, música, oficinas e aulas públicas participativas independentes em 2015). Foi premiada duas vezes no edital SEIVA da Fundação Cultural do Pará, com exposição coletiva no salão da mesma. Integrou ações em mutirão de graffit (Freedas crew e CRC), exposição de zines e mini oficinas autônomas em iniciativas independentes como “Atelier SOPRO”, “Ondas Tropicais”, “Rock Rio Guamá”, e “Espaço URUM”, Ateliê das Artes da UFPA. Desenvolve um trabalho artístico relacionado com a intervenção urbana, criação de fanzines, xilogravurar, serigrafias, graffiti, e foto/ação.

 

Verônica Limma

Formada desde 2011 no curso técnico de cenografia pela ETDUFPA, é integrante do coletivo de experimentação em gravura, intervenção urbana e serigrafia intitulado Coletivo Pitiú. Atualmente, participa do projeto Aparelho. Trabalha em uma linha de pesquisa que aborda os pássaros da Amazônia em gravuras sobre pvc. Em 2013, participou como bolsista /estagiária no projeto “Imensidão Íntima”, da artista Elaine Arruda, aprovado na Bolsa de Pesquisa, Criação, Experimentação e Divulgação Artística do Instituto de Artes do Pará (IAP). Ainda com Elaine, participou, no mesmo ano, do Projeto “Paisagem Suspensa”, aprovado na Bolsa de Estímulo à Produção em Artes Visuais – FUNARTE. Em 2013 foi aprovada no Concurso Cobra Criada, pela Fundação Curro Velho. Em 2015, participou de uma exposição coletiva com o Coletivo Pitiú, na Casa Atelier Sopro, da artista Michelle Cunha – Traça – Feira de Grafias Femininas. No mesmo ano, participou Projeto Aparelho Ocupação Cultural, com exposições coletivas e independentes no Mercado do Porto do Sal, e da Ocupação do Solar da Beira. Participou do Projeto Artista de Plástico – práticas híbridas na Amazônia Urbana, coordenado pela fotógrafa acreana Talita Oliveira. Participou da exposição coletiva Sobre o Papel, na Galeria Theodoro Braga. Fez parte do projeto Margem: encontros e devires sobre o rio, aprovado em 2016 no programa Rede Nacional FUNARTE Artes Visual 12º edição, vinculado ao Aparelho.

 

Vivian Santa Brigida

Graduanda em Publicidade e Propaganda pela Estácio – FAP, desde 2010 é Técnica em Cenografia pela ETDUFPA, desenvolve linha de pesquisa com temas voltados para mulher afrodescendente. Integra o coletivo de experimentação em gravura, pintura, intervenção urbana, fotografia e serigrafia, intitulado “Coletivo Pitiú”. Em 2013, participou como bolsista / estagiária no projeto Imensidão Íntima, da artista Elaine Arruda, aprovado na Bolsa de Pesquisa, Criação, Experimentação do IAP. Ainda no mesmo ano, participou com Elaine do Projeto Paisagem Suspensa, aprovado na Bolsa de Estímulo à Produção em Artes Visuais – FUNARTE. Foi aprovada em 2013 no Concurso Cobra Criada, pela Fundação Curro Velho. Em 2015, com Coletivo Pitiú, participou de uma exposição coletiva na Casa Atelier Sopro, da artista Michelle Cunha – Traça – Feira de Grafias Femininas. Em 2015, participou Projeto Aparelho Ocupação Cultural, com exposições no Mercado Porto do Sal, da Ocupação do Solar da Beira (com o Coletivo Pitiú), do Projeto Artista de Plástico – práticas híbridas na Amazônia Urbana, coordenado pela fotógrafa acreana Talita Oliveira, da exposição coletiva Nós de Aruanda – Artistas de Terreiro na Galeria Theodoro Braga, e da montagem da Exposição Cidade e Fé, individual de Carla Beltrão no Museu de Arte de Belém. Em 2016, fez Mediação/monitoria da exposição Essa é Você, individual de Elisa Arruda no Espaço Cultural Banco da Amazônia, participou com o Coletivo Pitiú do evento UDBEN desenvolver, ministrando mini-oficina de Graffite pela Natura, da Exposição Trajetória, Obras do acervo do BASA no seu Espaço Cultural Banco da Amazônia 15 anos. Participou do projeto Margem: encontros e devires sobre o rio, aprovado no programa Rede Nacional Funarte Artes Visual 12º edição, vinculado ao Aparelho.

 

 

 

Links:

Aparelho: projeto de arte e cidadania by Elaine Arruda

Aparelho – Projeto circular

Aparelho/Ocupações artísticas

G1: Ocupação artística traz artes visuais, música e literatura ao Porto do Sal

Coletivo Aparelho oferta vagas para projeto de residência artística em Belém

 

 

Vídeos:

Teaser Aparelho from Macieira Filmes on Vimeo.

 

 

Fotos:

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