Passagem São Sebastião, 140, entre Rua Nova e Passagem Liberdade.

 

 

A Casa de Cultura da Terra Firme é um espaço de acesso à formação, pesquisa, experimentação, e circulação de manifestações artísticas e populares como o teatro, dança de rua, danças afros, quadrilhas juninas, capoeria, música popular, artes plásticas e poesia. A formalização do espaço aconteceu em 2006, mas desde 1976 seu artista-gestor, Edmar Souza, atua na construção de territorialidades em escolas públicas e espaços comunitários do bairro da Terra Firme, com produção de micropolíticas, em colaboração com iniciativas coletivas de artistas, que se propõem a melhorar a qualidade de vida dessa comunidade, em especial de crianças, adolescentes, jovens e mulheres em situação de risco, ao associar suas lutas por cidadania e direitos humanos à dimensão cultural. Integrados às organizações de bairros, tiveram a ideia de criar um espaço de produção artística que comunicasse à população, através da arte, a militância de movimentos em prol da cultura, educação, saneamento básico, e segurança pública dos moradores deste território. Dentre tantas atividades, essa Casa de Cultura se destaca na organização de encontros com artistas, festivais de música, gincanas e apresentações de teatro de rua como a encenação da PAIXÃO DE CRISTO, que acontece uma vez ao ano na Praça Olavo Bilac, no período da semana santa, e no incentivo de ações afirmativas em defesa da cultura afro-brasileira, do protagonismo feminista, e do direito a igualdade racial.

 

Artista-Gestor:

Edmar Souza

Dramaturgo, Diretor Teatral e Produtor Cultural. Atua como professor de teatro em um projeto intitulado Caravana Cultural da Juventude, da Ong Centro de Memória da Juventude Amazônica, ministrando aulas para jovens e adolescentes em Escolas Públicas e Centros Comunitários de Belém. Dirigiu a Paixão de Cristo nos de 20011 e 2012, no bairro da Terra Firme. Esse projeto envolveu centenas de jovens e adolescentes em situação de vulnerabilidade, tendo relevância cultural e social em todo o bairro. Participa desse projeto desde quando o mesmo foi iniciado, há mais de 40 anos atrás. Também é coordenador da Casa de Cultura da Terra Firme, a qual desenvolve trabalhos na área de artes cênicas envolvendo jovens e adolescentes do bairro. Ele utiliza como referência o Teatro do Oprimido, de Augusto Boal e o Teatro Pobre, de Jerzy Grotowski. Tem vivências coletivas e experimentações ao longo de sua carreira profissional, com destaque para trabalhos no audiovisual. Esses trabalhos têm relevância por causar transformações sociais positivas no cotidiano do meio social no qual vivemos.

 

 

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Arte e cultura transformam a vida de jovens na Terra Firme:

Casa da Cultura Terra Firme ajuda a reduzir violência na Terra Firme

Terra Firme – Cultura e resistência na periferia de Belém do Pará

 

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