Travessa Gurupá, 226, entre Pariquis e Mundurucus.

A Casa Velha 226 é um espaço de apresentação, circulação e difusão da música de raiz paraense, de músicos com repertório autoral, de músicas antigas, tocadas no Baile da Maldade, que acontece aos domingos, de debates sobre feminismo, ativismo cultural, direitos humanos, questões de identidade e gênero, de exibição de filmes, através do Projeto Cineclube, de trocas de saberes, produção de conhecimento, e discotecagem. A Casa Velha 226, um espaço cultural gerido com recursos independentes, situado na Cidade Velha, abriu as portas aos belemitas, pela primeira vez, em abril de 2016. Antes disso e, durante mais de cinquenta anos, foi apenas a casa do Lauro e da Eduarda. Quando um novo clima de re-conhecimento das ruas da Cidade Velha surgiu, abrindo caminho através do medo da violência urbana e da apatia social, a casa e a cidade passaram a ser extensões uma da outra. Parar de reclamar dos defeitos da cidade e tomar uma posição, contribuir de alguma forma com Belém, foi a motivação por trás desta iniciativa de abrir as portas da casa e aceitar que ela se tornasse a atual encarnação da Casa Velha 226, fronteira da Belém Invisível, guarnecida pelos céus da Cidade Velha. A Casa deixa as pessoas, suas ideias, seus corações belemitas movimentarem-se pelos seus corredores, sob seu teto bambo e no seu chão hesitante, na troca das energias, na renovação em futuro das antigas lembranças, e se é verdade que a porta dá para a rua, então quem sabe saia da Casa Velha 226 para as ruas algo do qual Belém possa se orgulhar. A Casa é um espaço para os artistas de Belém mostrarem seus trabalhos, para aqueles que têm algo a ensinar passarem esse conhecimento, para aqueles que se afinam planejarem os próximos amanhãs, para as pessoas se reconectarem entre elas e elas com a Cidade Velha e ela com Belém. Shows, oficinas, palestras, exibições, exposições, enfim, a Casa está aberta a qualquer manifestação que nela caiba e que de alguma forma ajude a dignificar mais uma vez esta cidade um tanto espoliada, um tanto aturdida.

Artistas-Gestores:

Marco Tuma

Atuou nos anos 90 como letrista e vocalista da banda Mohamed, junto ao guitarrista Bruno Rabelo e o baterista Raniery Pontes, com os quais e mais Lázaro Magalhães, ex-vocalista e letrista do Cravo Carbono, fundou em 2010 a banda Maquine, nas funções de co-letrista e co-vocalista. Após sair da banda, continuou atuando como letrista e também compositor, em projetos como as bandas Muitos Séculos de Uma Vez e Judas Perdoado. Fez parte do elenco, em 2000, da peça Macunaíma, de Mário de Andrade, pela Escola de Teatro da UFPa com direção de Wlad Lima. Como diretor de arte, em 2003, trabalhou na capa do primeiro CD da banda Norman Bates. Desde abril de 2016 abriu sua residência como espaço cultural, chamado Casa Velha 226, local de realização de várias atividades voltadas para o fomento da cultura belemita.

 

Roberta Mártires

Produtora cultural na Casa Velha 226, e dona da marca MultifÁrio, que produz moda e decoração. Artista plástica e mundeada.

 

 

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