Tv. Cap. Pedro Albuquerque, 318 - Cidade Velha

 

O Casarão Viramundo é um espaço de concentração, despossesão, formação, circulação, e difusão das artes como poéticas do cuidado, desenvolvendo dispositivos estéticos intitulados Brinquedos de Saúde, que firmam uma potência poética-política ao promover vivências artísticas com pessoas em situações de vunerabilidade, seja por doenças de  naturezas distintas, seja por abandono ou estado precário de vida, incorporando territórios sociais como  hospitais, manicômios, bocas de fumo, e praças públicas em suas obras de intervenção artística, que atravessam os  corpos como redes políticas de afetos. Desenvolve suas ações com atividades diversificadas, agenciando pessoas e coletivos na disputa pelo direito à cidade. O espaço é gerido pela Associação Viramundo, coletivo que trabalha na intersecção entre Educação, Arte, Saúde e Direitos Humanos. O Casarão Viramundo é uma derivação dos coletivos Viramundo e Trupe da Pro.Cura que, há sete anos, realizam intervenções em instituições públicas de saúde, encruzilhadas e universidades. Entre louco e saia ator!

 

ARTISTAS-GESTORES:

Associação Viramundo

Formada por profissionais da medicina, psicologia, direito, pedagogia e artes, desenvolvem atividades de intervenção artísticas na cidade, através de sete dispositivos estéticos intitulados Brinquedos de Saúde. São eles:

 

– Bufa ceia

– Bec Bloco

– Noite das estrelas

– Baile do completo

– Circo dos sentidos

– República do cuidado

 

Vitor Nina

É médico e artista de rua. Desde 2009 realiza um percurso de interseções e intervenções indisciplinares entre as margens do cuidado, da educação e da arte, produzindo encontros junto à pessoas e coletivos. Trabalha a arte enquanto potência geradora de vida, força indisciplinar de intervenção no cuidado, na expressão e na educação. Sua trajetória pessoal está paripasso a um trabalho coletivo e de ativismo através da “Trupe da Pro.cura” e projetos derivados. Atualmente cartografa em dissertação de mestrado em Saúde Coletiva, a experiência do Viramundo- em 2014, através do conceito de Consultório Peripatético, elaborado coletivamente. Iniciou a proposição de espaços de Arte Pública e Educação Popular em praças e feiras de Belém, se inserindo progressivamente na Rede de Atenção Psicossocial da cidade. Isso o levou a trabalhar diretamente na implantação do Consultório na Rua de Belém, tanto como médico, como artista dentro de um trabalho coletivo. À partir de então, realiza intervenções intituladas de Brinquedos de Saúde, produzindo encontros entre redes de saúde e de ativismo. Em 2016 este trabalho culmina com a criação do Casarão Viramundo, documento vivo das errâncias deste trabalho risomático, capaz de produzir resistências e linhas de fuga à progressiva captura capitalistica do tempo e do humano.

 

Larissa Medeiros

Educadora popular, brincante de rua, “cantriz”, compositora e produtora cultural. Possui graduação e mestrado em psicologia pela Universidade Federal do Pará. Desde de 2011 é militante do Movimento Paraense da Luta Antimanicomial a partir do qual começou a se interessar pelo desenvolvimento de práticas na intercessão entre arte e saúde. Em 2015 entrou para a Trupe da Procura, grupo de palhaçaria e teatro de rua vinculado ao programa de extensão NARIS – Núcleo de Artes e Imanências em Saúde do ICS/UFPA, e passou a desenvolver atividades de teatro e educação popular na rua, como a República do Cuidado, voltadas para as pessoas em situação de rua, e para as pessoas em sofrimento mental, incluindo pessoas que fazem uso abusivo de álcool e outras drogas, a partir de aproximações com a arte da palhaçaria e bufonaria, teatro do oprimido, e cenopoesia, oriunda do teatro popular do nordeste brasileiro. Em 2017, Larissa passou a somar nos vocais e percussão do Bando Mastodontes, grupo musical que apresenta um repertório autoral reunindo canções criadas para espetáculos de teatro, e tem atuado como “cantriz” e brincante do BEC Bloco, Brinquedo de Saúde em formato de bloco percussivo que desenvolve cortejos cênicos em Belém.

 

Bruno Passos

Palhaço, brincante de rua e médico formado pela Universidade Federal do Pará, atua no campo das artes em suas conexões com a saúde desde 2011, quando iniciou trabalhos com a palhaçaria de hospital. De 2011 a 2016 foi ator-pesquisador do projeto de extensão NARIS  Núcleo de Artes e Imanências em Saúde, com pesquisa voltada para o teatro de rua, práticas ancestrais de cura e sua aplicação no processo formativo de profissionais da saúde. Integrante da Universidade Popular de Arte e Ciência, possui uma prática teatral e científica influenciada por vivências com o grupo de Teatro “Tá na Rua” e o método do ator “catalisador”, bem como da cenopoesia oriunda do Teatro Popular do nosrdeste brasileiro e do Teatro do Oprimido. Atualmente, é residente do Casarão Viramundo, desenvolvendo atividades de pesquisa, formação e produção cultural de atos poéticos intitulados “Os Brinquedos de Saúde”, que se exprimem como práticas de intervenção artística na cidade de Belém, pela integração entre arte e saúde.

 

Charles Vasconcelos

Ator em formação, brincante de rua, extensionista popular e médico formado na Universidade Federal do Pará. Desenvolve pesquisa na linha da extensão universitária com foco na extensão popular em saúde, inspirado nos trabalhos de Elza Freire e Paulo Freire; Eymard Vasconcelos; Ray Lima; José Francisco de Melo Neto. Desenvolveu recentemente a tese “A Extensão na encruzilhada – Experiencias de extensão popular em saúde com pessoas em situação de rua” onde desenvolve a idéia de extensão como encruzilhada de saberes, a tese foi premiada como melhor trabalho de conclusão de curso do ano de 2016. Participou ativamente do movimento estudantil universitário, em 2014 foi presidente do Diretório Acadêmico de Medicina, onde criou e desenvolveu junto ao coletivo o projeto “Viramundo – Atenção e promoção a saúde de pessoas em situação de rua” agraciado com o auxilio do eixo Transversal da PROEX. Foi Influenciado por vivências no Hotel da Loucura(ocupação do arte-cientifica do Hospital Nise da Silveira no Engenho de Dentro), UPAC(Universidade Popular de Arte e Ciencia), e também pela prática da Cenopoesia em saúde criada e largamente desenvolvida pelos educadores populares do Nordeste brasileiro. No teatro é influenciado pelas idéias do teatro do oprimido, e pelas práticas e aprendizados junto ao Grupo Dirigível coletivo de teatro, hoje integra o elenco da Companhia de Potoqueiros Faz parte do NARIS – Núcleo de Artes e Imanências em Saúde desde 2014 e atualmente é residente do Casarão Viramundo, onde desenvolve atividades de pesquisa em tecnologias leves de saúde, e onde desenvolve seu próprio processo de auto-cura através do teatro e da expressão.

 

Gilberto Guimarães Filho

Palhaço, brincante de rua e professor de direito constitucional no Centro Universitário do Para (Cesupa). Integrante do Casarão Viramundo, que faz parte da Universidade Popular de Arte e Ciência, e doutorando de Direitos Humanos na Universidade Federal do Pará (UFPA). Atualmente pesquisa dispositivos normativos voltados à população em situação de rua e, para tal, utiliza da arte pública do Teatro do Oprimido e da educação popular.

 

Thiago Lima

Palhaço-ator, educador popular, contador de história, brinquedista, músico e Professor de Física formado pela Universidade Federal do Pará (UFPA), atua no campo de artes cênicas desde 2012 como perna-de pau e teatro de rua, principalmente, em praças e espaços públicos. Em 2013 ingressou na Trupe da Pró.Cura, grupo que faz atravessamentos entre palhaçaria de hospital e teatro de oprimido, voluntário desde então pelo NARIS- Núcleo de Arte e Imanências em Saúde, o qual a Trupe é assistida em sua pesquisa. Como artista, tem vários trabalhos relacionados ao teatro e suas mais variadas formas de expressão: teatro de máscara, teatro do improviso, teatro de bonecos e contação de histórias. Como palhaço, sua principal vertente, participou do projeto “palhaçadas de quinta”, onde cumpriu estagio no grupo “Palhaços Trovadores”. Foi integrante do “Grupo de Palhaçaria Uó”. Hoje, Professor na educação básica na vila remanescente quilombola da vila do Caeté, inclina seu trabalho no ensino lúdico mais plural, onde utiliza o corpo cômico do palhaço, com o objetivo de uma escola livre, em oposição ao método do ensino tradicional. Residente do Casarão Viramundo, um espaço de resistência no centro da cidade, integrando arte, educação e saúde, e dando oficinas sobre cuidado e redução de danos.

 

Wanderson Carvalho

Estudante de pedagogia pela faculdade integrada Brasil Amazônia (Fibra), educador popular em saúde pela Fio Cruz, palhaço, ator e brincante de rua. Atua no campo da artes desde 2011 com inicio na palhaçaria de hospital. Durante esses sete anos é ator-pesquisador no projeto NARIS (Núcleo de Artes e Imanências em Saúde), atuando como voluntário vinculado à Universidade Federal do Pará. Pesquisa linguagens artísticas como ferramentas de promoção/produção de saúde e educação popular. Usa como método o teatro de rua, prática alternativa de cura e aplicação no processo formativo de profissionais da educação e saúde. Integrante da Universidade Popular de Arte e Ciência (UPAC), possui uma prática teatral cientifica e influenciada por vivências no Rio de Janeiro pelo grupo “Tá na Rua” com método do “Ator Catalisador”, junto com a Cenopoesia oriunda do teatro popular do nordeste brasileiro, e do Teatro do Oprimido, de Augusto Boal. Artista residente do Casarão Viramundo, pesquisando mais profundamente a palhaçaria de hospital um dos “Brinquedos de Saúde” do projeto. Em 2017 deu inicio a um ciclo de oficinas voltado para a formação em palhaçaria denominado “Per.Curso de Palhaço” visando iniciar pessoas interessadas no projeto no processo de descoberta do palhaço e da palhaçoterapia de hospital.

 

Cléber Cajun

Cajun, 28 anos, natural de Ananindeua- PA , Graduando em Licenciatura em Artes Visuais, pela UFPA, iniciou seu contato com a arte como cria do Curro Velho.  É Formado pelo Curso Técnico em Ator pela ETDUFPA, no ano de 2012, e se define como Arte Educador, Brincante, e Contador de estórias. Atua, dirige, e é criador de Dramaturgias em diversos espetáculos da “Cia Extraordinários” e do “Coletivo Mana Avu”. Ganhou o Prêmio Proex de Arte e Cultura 2017 com o Projeto “Resistencio- Oralidade Ilustrada da Cultura de Fortalezinha”. É Membro fundador da Associação Viramundo, Trabalha como Voluntário no Programa de Extensão “Núcleo de Artes e Imanências em Saúde” (NARIS) vinculado a Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Pará, trabalhando com redução de danos e práticas alternativas de cuidado e educação popular em saúde na rede de atenção básica e psicossocial de Belém ano 2016- 2017. Em São Paulo, trabalhou na Cia Pessoal de Faroeste onde realizou intervenção Urbana de Clown na Cracolândia no projeto “Braços Abertos” da prefeitura de São Paulo. Atualmente, faz parte do Projeto “República do Cuidar” do grupo Pró- Cura, do Coletivo de Grafiti “Conexão Rodovia Crew”, desde 2013, onde já realizou diversos trabalhos na área urbana de Belém e Cutijuba. Participou da Exposição “Primeiros Passos CCBEU” 2015, com duas obras intitulada “cabeça de casa”, e da mostra “SPAM XUMUCUÌS,” uma serie de obras fotográficas com intervenção de desenhos. Ilustrou o livro “Comunicação Criativa” da Jornalista Déa Melo (Programa Amazônia Cultural 2013 / Fundo Nacional de Cultura, do Ministério da Cultura), artista participante do Projeto Cidades Descaradas (Programa Funarte Rede de Artes Visuais 2014). Em seu trabalho Incorpora a diversidade das linguagens artísticas Buscando o equilíbrio das interações estéticas entre teatro, dança e artes plásticas.

 

Links:

Fanpage

Casarão Viramundo – Porjeto Circular

Casarão Viramundo – vídeos

Trupe da Pro.Cura

Trupe da Pro-cura – Fanpage

Radiodocumentário sobre a Trupe da Pro.Cura

Wixsite do Viramundo

pery_patetico Diário de bordo coletivo:

Instagram do pery_patetico

Primeira cartografia georreferenciada do trabalho

 

Vídeos:










 

 

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