R. Dr. Malcher, 287, entre Tv. Joaquim Távora e Tv. Capitão Pedro Albuquerque.

A Casa Cuíra é a segunda sede do Grupo Cuíra de Teatro e atual residência da família Vasconcelos Charone que, desde o início de 2016, abriga suas atividades de pesquisa, experimentação e criação artística, partilhando seu espaço de atuação cênica com outros coletivos teatrais da capital paraense. Sua primeira sede, o Teatro Cuíra, foi inaugurado em 2006 na zona do meretrício de Belém, onde desenvolveu os projetos Cuíra por Memórias e Pauta Mínima, além de disponibilizar, até 2015, sistemas de pauta para ocupação do espaço por artistas locais e nacionais e, até 2012, ações poéticas-políticas e sociais de formação e intervenção artística com prostitutas e moradores do entorno, ativando a memória do lugar, promovendo o ensino de técnicas produtivas, e cuidando do seu patrimônio humano à frente da cena com seus corpos, vozes, e histórias de vida.

 

 

Artistas-Gestores:

Zê Charone

É atriz e produtora cultural desde 1981, participando com o Grupo Palha da peça “O Campeonato dos Pombos”, de autoria do escritor paraense Raimundo Alberto. A seguir, esteve em “Tatu da Terra”, de Ramon Stergmann, outro dramaturgo paraense, “No Reino do Rei Reinante”, criação coletiva, e “A Casa da Viúva Costa”, remontagem do clássico de Antonio Tavernard, realizada pelo Grupo de Teatro Universitário da UFPA. Em 1987 integrou-se ao Grupo Cuíra do Pará, participando da encenação “Vejo um vulto na janela, me acudam que sou donzela” de Leilah Assumpção. Em 1990 também se integrou ao Grupo Experiência, apresentando a montagem de “Senhora dos Afogados”, de Nelson Rodrigues, com direção de Cacá Carvalho. No ano seguinte, fez o espetáculo infantil “Cinderela”. Em 94 atuou na produção de “O Mendigo ou O Cachorro Morto”, com Paulo Santana e Alberto Silva Neto, sob direção de Kil Abreu. Em 95, produziu “Nunca houve uma mulher como Gilda”, com direção de Cacá Carvalho. Em 1996 participou como atriz da montagem de “Os 14 Passos da Paixão – Via Crucis”, patrocinada pela Prefeitura de Belém. Em 97, atuou ao lado de Claudio Barros em “Convite de Casamento”, com o Cuíra, ficando em cartaz por vários anos, além de atuar em “Ver de Ver-o-Peso” e “Perdoa-me por me traíres”, do Grupo Experiência. Em 2001 atuou na produção executiva de “Toda minha vida por ti” e na produção local da estreia nacional de “Fim do Jogo”, com Cacá Carvalho e Edson Celulari. Fez Ofélia em “Hamlet, um extrato de nós”, de Shakespeare, direção de Cacá Carvalho com o Grupo Cuíra do Pará. Além de produzir espetáculos de teatro, produziu O II Festival Internacional de Cinema Na Amazônia, de Flávia Alfinito, o Seminário Cultural da Amazônia, além de vários shows de música com artistas como Chico César, Zeca Baleiro, João Bosco, Flavio Venturini e grandes nomes do reggae jamaicano. É produtora de elenco de cinema, com destaque para o filme “Sol de Meio-dia”, de Eliane Caffé, rodado em 2006 em Belém do Pará.  Atualmente, trabalha na Casa Cuíra com diversas atividades como oficinas e montagens teatrais, produzindo em 2006 no espaço do grupo Cuíra, ainda na Riachuelo, o espetáculos “Laquê”,  “PRC5 A voz que fala e canta para a planície”, “Quando a sorte te solta um cisne na noite”, este último premiado pela FUNARTE. Participou em 2009 como atriz e produtora do espetáculo “Abraço”, ao lado do ator Cláudio Barradas. Em 2010 fez a produção Executiva do Projeto Zolhos da Zona, estreou “Sem Dizer Adeus” como atriz, e fez produção no espetáculo “As Gatosas”. Em 2011 e 2012 produziu o Projeto Cuíra por Memórias com cinco oficinas preparatórias e culminância na montagem de um musical, ainda em 2012 fez uma participação na novela Cheias de Charme da Rede Globo de Televisão. Em 2015 desmonta o teatro da Rua Riachuelo e encontra uma casa antiga na Cidade Velha onde recomeça os trabalhos do Grupo Cuíra, produzindo e atuando em dois espetáculos, Auto do Coração e Esse corpo que me veste, ambos dirigidos por Wlad Lima. É presidente e produtora do Grupo Cuíra.

 

Edyr Augusto Proença

Escritor, começou escrevendo aos 16 anos, para teatro, a peça “Foi Boto Sinhá”, encenada diversas vezes pelo Grupo Experiência, que lhe rendeu prêmios em festivais pelo texto e  trilha sonora. Com o Experiência, encenou “Angelim, o outro lado da Cabanagem”, compôs a trilha musical de “Dom Chicote Mulamanca”, “A Terra é Azul”, “A Mulher sem Pecado” e “Quem te fez saber que estavas nu”. Fez adaptação do texto “Senhora dos Afogados”, de Nelson Rodrigues e foi autor de “A Menina do Rio Guamá”. Atualmente, trabalha com o Grupo Cuíra do Pará, com quem encenou “Nunca houve uma mulher como Gilda”, “Convite de Casamento”, “Palco Iluminado”, “Toda minha vida por ti”, “A Cidade do Circo” e “Hamlet”, ao fazer uma livre adaptação desta peça de Shakespeare. Atuou na dramaturgia de “Laquê”, escreveu “PRC5 A Voz que Fala e Canta para a Planície”, “Quando a sorte te solte um cisne na noite”, “Abraço”, “As Gatosas”, em parceria com Vera Cascaes, “Sem dizer adeus” e “Barata, pega na chinela e mata”, atuando também como compositor em todas as trilhas sonoras. Fez a dramaturgia dos espetáculos “Esse corpo que me veste” e “Auto do Coração”, ambos do grupo Cuíra. Escreveu os livros de poesia “Navio dos Cabeludos”, “O Rei do Congo”, “Surfando na Multidão”, “Incêndio nos Cabelos” e a coletânea “Tempo do Cabelo Crescer, além de “Ávida Vida”, todos em edição particular. Escreveu o livro “O Teatro de Edyr Augusto”, com dez textos de sua autoria, os romances “Os Éguas”, “Moscow” e “Casa de Caba”, pela Editora Boitempo, com distribuição nacional. Este último lançado na Inglaterra, traduzido, com o título Hornets’ Nest, pela A Flame Books. E os três lançados na França pela Editora Asphalte. Escreveu o livro de contos “Um sol para cada um”, “Selva Concreta” e “Pssica”, também editados pela Boitempo, que o convidou para participar da coletânea de contos “Geração 90 – Os Transgressores”. Pela Editora Ateliê Editorial participou da coletânea de contos “Os Cem Menores Contos Brasileiros do Século”. Escreveu os livros de crônicas “Crônicas da Cidade Morena I e II e III.”

 

 

Links:

Cuíra – Grupo & Teatro Cuíra de Belém

Teatro Cuíra do Pará

Cultura Pará – Teatro – Grupo Cuíra do Pará

 

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