Av. 16 de Novembro, 815, entre Cezário Alvin e Veiga Cabral

Coletivos-Gestores:

In Bust Teatro com Bonecos

Produtores Criativos

Sorteio de contos

Projeto Vertigem

Vida de Circo

Núcleo de Performance

Companhia Madalenas de Teatro

Bando de Atores Independentes (BAI)

 

 

IN BUST TEATRO COM BONECOS

O Grupo In Bust Teatro Com Bonecos tem a missão de apresentar espetáculos de maneira accessível e compartilha a crença na arte como direito do ser humano. Com identidade artística revelada nos resultados cênicos, crê na construção de uma linguagem particular e no desenvolvimento de uma dramaturgia própria. Há 20 anos apresenta diversão inteligente para qualquer um que é ou já foi criança, contribuindo de maneira determinante na difusão da linguagem, na formação de platéia e na criação de grupos de teatro que trabalham com animação no Estado do Pará. Desde a sua criação, o In Bust investiga a utilização teatral de boneco, o jogo com o ator e a sua relação com a plateia, elemento ativo na dramaturgia do grupo. A brincadeira é um instrumento nesse jogo e o humor, a essência desse trabalho. No imaginário amazônico e nas culturas populares do Pará, coleta não apenas a história que conta, mas os recursos cênicos, como o miriti, o pano de rede, a musicalidade, tudo como fonte de inspiração para a o seu fazer teatral. Realizou, entre 1998 e 2008, mais de cem episódios do Programa Catalendas com a TV Cultura do Pará, veiculado na rede pública de TV, TV Brasil e Canal Ratimbum. É um dos quatro entrevistados no Pará no programa Teatro & Circunstância, da TV SESC, com participação no episódio Bonecos Contemporâneos. Apresentando seus espetáculos em espaços teatrais públicos, centros comunitários, espaços particulares e escolas, esteve em quase 80 municípios paraenses e em 22 Estados brasileiros e no Distrito Federal, realizando circulações por comunidades quilombolas, ribeirinhas e 06 temporadas na capital do Estado de São Paulo, alcançando um público direto de mais de 300 mil pessoas, sempre em permanente intercâmbio com grupos e profissionais do teatro de formas animadas do Brasil.

 

Adriana Cruz

Atriz teatral, professora-artista da ETDUFPA, graduada em letras e mestre em artes pela UFPA. Trabalha como atriz do teatro com bonecos há 21 anos no grupo In Bust Teatro com Bonecos e desenvolve uma pesquisa de Doutoramento nessa área, pela UFMG. Desenvolveu pesquisa na linguagem do teatro com bonecos na TV CULTURA, com o Programa Catalendas e algumas incursões pelo áudio visual como atriz e dubladora de animações.

 

Aníbal Pacha

Natural de Belém do Pará, nascido em 12 de julho de 1957, às 17:00 horas, sob o signo de Câncer. Parto normal de Helena Pacha Correia, filha de libaneses, sem nenhum sinal característico, apenas a curiosidade artística provocada por seu pai, José Borges Correia, português, que chegou ao Brasil em 1952 para trabalhar na Editora Globo, em Porto Alegre. Desde os 4 anos de idade, enxeria no atelier de arte do mestre Zeco, como era conhecido seu pai em Portugal. Aos 16 anos, teve sua carreia profissional construída na Borges Publicidade, ocupando diversos setores, e escolhendo direção de arte como sua principal profissão até 1998. Em 1988, retomou sua atividade artística e mantém, até hoje, um crescente envolvimento com a arte. Sua trajetória artística se configura principalmente nos seguintes temas: teatro de animação (direção, ator-manipulador e bonequeiro); teatro (direção, cenografia, figurino e adereços); vídeo e cinema (direção, direção de imagem, direção de arte e figurino); televisão (programa infantil ?Catalendas?, da Tv Cultura do Pará, com o In Bust Teatro com Bonecos, na função de direção de arte, bonequeiro, cenógrafo e intérprete) e artes plásticas (quatro exposições individuais e duas coletivas). Possui graduação em Engenharia Civil (UFPA-1982) e mestrado no Programa de Pós-Graduação em Artes (UFPA-2016). É docente da Universidade Federal do Pará (2011), locado no Instituto de Ciências da Arte – Escola de Teatro e Dança – UFPA.

 

Paulo Ricardo

Graduado em Licenciatura Plena em Teatro pela Universidade Federal do Pará. Mestrando em Artes pelo Programa de Pós Graduação em Artes do Instituto de Ciência das Artes da UFPA. Bolsista CNPQ. Atua em Teatro desde 1984. É integrante do núcleo condutor do Grupo In Bust Teatro com Bonecos, desde a fundação em 1996 e atual Diretor Executivo. Atua em todas as atividades do grupo, mas, principalmente na função de ator-manipulador, na direção de espetáculos, na gerência e produção de projetos. Com o In Bust, já esteve em apresentações, temporadas e festivais, em mais de 30 cidades de 20 estados brasileiros e por 70 municípios paraenses, coordenou todos os projetos de circulação e mostras de teatro de animação. Ao longo da carreira atuou em 32 espetáculos teatrais, como ator, ator-manipulador e como diretor; em 03 curtas-metragens e em 98 episódios do programa Catalendas, na TV Cultura do Pará, manipulando bonecos e dublando personagens. Dirige os espetáculos do grupo circense Projeto Vertigem, desde 2012. É contador de Histórias. Ministra oficinas de teatro com bonecos. Gerador de ações do Casarão do Boneco, experimentando um aprendizado em vivências compartilhadas, ações colaborativas e atuações em rede. Atuante do Pirão Coletivo, Articulador do Fórum Livre Permanente de Teatro do Pará.

 

Cristina Costa

É produtora no grupo In Bust Teatro com Bonecos, onde também integro o Núcleo Condutor, e coordenadora no coletivo independente Produtores Criativos. Vem de uma prática de eventos para categorias profissionais e no In Bust Teatro Com Bonecos vem aprendendo, cada dia mais, sobre a difícil vida de artista de teatro de grupo. O Projeto Produtores Criativos veio para ampliar este aprendizado. Dividir para Multiplicar, esta tem sido a busca. Avante, tem muita Arte querendo passar.

 

PRODUTORES CRIATIVOS

Grupo independente de produção, formado por profissionais das artes cênicas/musicais/circenses da cidade de Belém, que busca basear seu trabalho em conceitos como sustentabilidade, trabalho em rede, estabelecimento de parcerias, formação colaborativa e foco para técnicas e habilidades pessoais. Tem como coordenadora Cristina Costa, com Andrea Rocha, Thiago Ferradaes, Fátima Sobrinho e Vandiléia Foro como  alguns dos artistas colaboradores deste coletivo. Instigado dentro do grupo In Bust Teatro Com Bonecos, iniciou sua trajetória em 2010, com apoio de produção ao grupo Usina Contemporânea de Teatro (Belém/PA), em seguida, assumindo a produção local de Eduardo Okamoto (Campinas/SP). Desde lá, são 11 realizações de produções para grupos paraenses e 19 para grupos de outras localidades, envolvendo parcerias como com Estúdio Reator (Belém/PA), BAI – Bando de Atores independentes (Belém/PA), pesquisadora bailarina e diretora, Rosangela Colares (Belém/PA), Pirão Coletivo (Belém/PA), Clowns de Shakespeare (Natal/RN), grupo Dimenti (Salvador/BA), Maria Cutia (Belo Horizonte/MG), Grupo XIX de Teatro (São Paulo/SP), Grupo Galpão (Belo Horizonte/MG), entre outros artistas e coletivos. Atualmente está na gestão colaborativa do Casarão do Boneco, na produção criativa do “O Velório da Dona Pereira” (In Bust Teatro Com Bonecos) e no projeto “O Artesanato do Paracuri em Teatro de Formas Animadas”, da atriz Vandiléia Foro, premiado pela Fundação Cultural do Pará, no Edital 2017- Prêmio Seiva para Pesquisa e Experimentação Artística.

 

Cristina Costa

Também integrante da In Bust Teatro com Bonecos (vide mini-bios acima)

 

Andrea Rocha

Nascida em Belém – Pa, iniciou sua carreira de produção cultural em 1998 com a produção local do show Timbres e Temperos,  das compositoras Lulhi e Lucina, juntamente com o letrista e poeta Joãozinho Gomes. Em 1990 produziu com Fátima Sobrinho, o Seminário Anotações para uma Cultura Crítica, ministrado pelo letrista e poeta baiano José Carlos Capinam. Em 1991 muda-se pra Macapá, onde trabalhou na Fundação de Cultura do Estado do Amapá durante seis anos. Entre os trabalhos realizados como funcionária da fundação destaca-se a participação nos eventos: “ Encontro Internacional de Parteiras Da Florestas, coordenado pela ONG “Cais do Parto”, e o evento de virada do século  Amapá 2000 Latitude Zero , promovido pelo governo do Amapá com a produtora D’uite Produções. Retorna à Belém em 2003, e volta a trabalhar com o teatro na área de produção, que havia iniciado na adolescência na antiga Escola Técnica Federal do Pará (Técnarte), tendo como professor o ator, dramaturgo e padre Cláudio Barradas. Em 2009, à convite do compositor, dramaturgo,ator, diretor e músico Walter Freitas, entra no projeto do espetáculo Fundo Reino, de autoria do mesmo. Em abril de 2010, estreia o mesmo como atriz interprete do personagem Antero Denizar. No mesmo ano, inicia a convite da Produtora Cristina Costa sua participação no coletivo Produtores Criativos, no qual se encontra até os dias de hoje trabalhando com produção cultural na cidade de Belém. Agora, em abril de 2016, inicia um novo projeto intitulado Matinta, à convite de Adriana Cruz, do grupo In Bust Teatro com Boneco.

 

Tiago Ferradaes

Começou a vida artística no final de 2007. Foi convidado pela Iluminadora Paraense Patrícia Gondim para ser Assistente de Iluminação na Ópera O Viajante das Lendas Amazônicas, patrocinado pela Vale Música . Logo no ano seguinte, seguiu com a iluminadora para fazer o espetáculo PRC5 – A Voz que Fala e Canta para Planíce, onde foi assistente de iluminação. Em Outubro de 2008, assinou seu primeiro desenho de luz, no espetáculo “Quando a sorte te solta um Cisne na Noite”, Prêmio Funarte de Teatro Myrian Muniz. Em 2010 assinou a luz do Espetáculo Corpo Santo , Prêmio Funarte de Teatro Myrian Muniz,  e do Espetáculo Fundo Reyno. No inicío de 2011, assinou o desenho de luz do espetáculo “ A sombra de Dom Quixote”, Prêmio Funarte de Teatro Myrian Muniz . O espetáculo Bandurra-eh ! , e O viajante penitente sendo de sua responsabilidade. No segundo semestre de 2011, fez o desenho de luz do show Eletrorquestra, da Cantora Lu Guedes. Em 2012, assinou a luz do espetáculo Tá rolando o Bafon, Prêmio Funarte de Dança Klaus Viana. Trabalha na área de Produção Cultural, no Coletivo Produtores Criativos, com produção local de grupos que vem para a cidade de Belém, onde reside. Produções realizadas em 2010: Festival Territórios de Teatro, Festival Paralelo de Dança ; em 2011 o Grupo UMA –AM;  2012 recebeu o Grupo Clowns de Shakespeare- RN e o Grupo Maria Cutia- MG ; em 2013 FIMPRO – Festival Internacional de Improvisação, entre outros. Também é integrante do Núcleo de Performance que ocupa este Casarão.

 

Fátima Sobrinho

Experiência acumulada de mais de trinta anos no movimento social e no movimento de teatro popular dirigiu, por duas vezes a Federação Baiana de Teatro Amador, participou do GT de Cultura e Comunicação/Rede CAMMPI, do Colegiado Local de Cultura da Península de Itapagipe/Salvador e de vários espetáculos teatrais, na Bahia, além da produção de eventos e espetáculos. Em Belém, desde 2013, integra o Fórum Livre Permanente de Teatro do Pará, o Fórum Municipal de Cultural e é membro do Coletivo Produtores Criativos.

 

SORTEIO DE CONTOS

A pesquisa da Sorteio de Contos inicia em 2009, com o intuito de estudar as artes marciais, com um recorte no Kung-fu, como indutor para o treinamento e criação cênica do ator. Em 2013, toma uma linha de pesquisa similar, com foco na cultura de raiz brasileira. Ao fundamento do treinamento e experimentação cênica, são agregadas novas bases da cultura popular como a capoeira angola, o coco-de-roda, e o samba-de-roda. No entanto, só em 2015 que a Cia. Sorteio de Contos começa a criar bases mais solidas de criação cênica, quando o Casarão do Boneco se torna sua casa e sede, juntamente com outros coletivos e grupos de artistas. A troca se dá da seguinte forma: O casarão dá possibilidades de criação e manutenção da pesquisa da Sorteio de Contos e, em troca, os materiais cênicos da mesma serão sempre apresentados no Casarão do Boneco. O acordo se mantém a três  anos e, nesse tempo o CIa se consolidou estreando seu primeiro espetáculo em 2016, e mantendo o movimento do Coco-do-Casarão desde 2015, um grupo de estudos do coco-de-roda. Fomenta o Roda-Casarão, uma mostra itinerante de teatro que acontece há três anos. Criou seis contações de historias inéditas para o Amostrai, através de composições solos ou com outros artistas da casa.

 

Lucas Alberto da Cunha

Atuante nos coletivos Casarão do boneco desde 2015Ator-Brincante da Cia Sorteio de Contos. Bacharel em Comunicação social – Multimidia, com Curso Técnico de Formação de Ator do Teatro Universitário da UFMG (T.U).
Possui três anos de estudos com o Mestre Carlinhos de Oxossi, no Fala Tambor, ­em BH (2013­-2015). Dois anos de participação no grupo Coco­-da-­gente, em BH. Defensor de duas culturais de resistência: A capoeira Angola iniciado na ACESSA (Associação Cultural­ Eu Sou Angoleiro), com Mestre João Angoleiro, e O coco-de-roda, mantendo o Coco-do-casarão. Em Belém, trabalhou com alguns grupos de variadas linguagens teatrais como: In Bust Teatro Com Bonecos, Mia Sombra, Projeto Vertigem, Usina Contemporânea de teatro, Nos Outros, e BAI (Bando de Atores Independentes).Trabalhou como ator, de 2011 à 2014, no Centro Cultural Galpão Cine Horto, e nos grupo mineiros : Letras em Cena (2013 a 2015), Cia. Dessassosego(2014/2015), e Teatro&Cidade (2014 a 2015). Atualmente, coordena a Cia. Sorteio de Contos.

 

Nanan Falcão

Atuante do coletivo Casarão do Boneco e mantenedora do Atelier de Nanan. É estudante do Curso Técnico de Figurino Cênico, na Escola de Teatro e Dança da UFPa (ETDUFPA). Faz teatro desde 1997, com estreia na Cia de Teatro do SESC de Belém, com sete anos de idade. De lá para cá continuou a fazer oficinas e cursos de teatro até que, em 2005, ingressou na fundação Curro Velho como aluna e monitora, até 2008, e, em seguida, como prestadora de serviços em 2013. Também presta serviços de produção executiva e figurino para o coletivo Produtores Criativos, de 2013 a 2016, e trabalhou como figurinista para diversos grupos de tetro e dança da cidade como: Cia. Cênica, UNIPOP, InBust Teatro Com Bonecos, Dirigível Coletivo de Teatro, e Projeto Vertigem. Trabalhou como figurinista para artistas como: Ester Sá, Smile Ferreira, e Aline Chaves.

 

PROJETO VERTIGEM

O Projeto Vertigem é um grupo de Belém do Pará que, desde 2012, realiza projetos para criação de espetáculos que tem com foco as técnicas circenses vinculadas a outras linguagens artísticas como a dança, o teatro, artes visuais, fotografia e vídeo. Desde o primeiro espetáculo Te Vira! Tu não és de circo?, contemplado com Prêmio Carequinha de Estímulo ao Circo 2011, o grupo busca um processo de criação baseado na colaboração e experimentação artística, trazendo profissionais de diferentes áreas para contribuir com a preparação física, direção e/ou visualidade. Em 2013 estreou o espetáculo mARESia contemplado com a Bolsa de Pesquisa e Experimentação do Instituto de Artes do Pará (atual Casa das Artes), além de três temporadas em diferentes espaços da cidade, integrando as programações realizadas pelo Pirão Coletivo, que contava com apresentações de espetáculos e realização de oficinas. No que diz respeito a outros espaços de atuação, integrantes do grupo contribuíram na idealização e realização do Seminário de Pesquisa em Artes Circenses, de 2012 a 2015 (ICA/UFPA). Hoje faz parte do coletivo de grupos que ocupam o espaço Casarão do Boneco, onde desenvolve suas atividades. Atualmente com espetáculo, Trunfo, criado em 2015 com o financiamento do Prêmio Funarte Caixa de Estímulo ao Circo 2013, o grupo já teve a oportunidade de realizar mais de dez apresentações na cidade de Belém, além de uma circulação nacional, em 2017, por 5 cidades brasileiras: Goiânia/GO, Nova Lima/MG, Salvador/BA e Campinas/SP.

 

Marina Trindade

É artista circense, dançarina, contateira e produtora cultural. Foi atleta de ginástica rítmica, desde 2009 com experiências em técnicas circenses de tecido, lira, trapézio, perna-de-pau e malabares. Formou o grupo Projeto Vertigem (projetovertigem.wordpress.com) em 2012, com o qual desenvolve pesquisas para cena através do atravessamento de linguagens artísticas, com os espetáculos Te Vira! Tu não és de Circo?, mARESia, e Trunfo. Atualmente, se dedica a pesquisa De redes e anseios inundada (2016), à frente da cena, coordenação e produção dos projetos do grupo, contemplado três vezes com o Prêmio Carequinha de Estímulo ao Circo e pela Bolsa de Pesquisa e Experimentação da Fundação Cultural do Pará. Integrou, como intérprete-criadora convidada, dois espetáculos criados durante as residências com as coreografas Nina Dipla (Grécia) e Maya Carrol (Israel), no projeto Conexão Dança Curimbó, da Cia de Investigação Cênica, dirigida por Danilo Bracchi (https://www.ciacenica.com/sobre-1). Na graduação em dança na Universidade Federal do Pará (2011-2014), participou do I e II Encontro Paraense de Contato e Improvisação, além de seminários, projetos de pesquisa de educação somática, dança e improvisação. Participou da formação para artistas circenses no Sítio de permacultura e Artes Jalam das Águas, com oficinas de permacultura, alimentação consciente, massagens, dança contemporânea, teatro, dança-teatro e circo. Visando praticar uma produção cultural atravessada pela colaboração e sustentabilidade, o grupo que integra fez parte do Coletivo Pirão, experiência de trocas poéticas, metodológicas e de produção com 7 grupos de artes cênicas da cidade de Belém, que deu origem ao coletivo que hoje ocupa o Casarão do Boneco, um espaço centenário com qual colabora nas atividades de produção dos eventos e projetos, comunicação, além de ministrar oficinas de técnicas circenses e facilitar, desde 2015, encontros semanais de Contato Improvisação e vivências imersivas com parceiros que abordam meditações, yoga, massagens e alimentação saudável. (https://www.youtube.com/watch?v=iSXyKQzBxAo). Recentemente, realizou uma circulação nacional com espetáculo Trunfo por 5 cidades brasileiras, dentre elas Goiânia/GO, finalizando sua jornada no encontro Carnaval Transformando pela Prática de Contato Improvisação em Garopaba-SC.

 

NÚCLEO DE PERFORMANCE

O Núcleo de Performance do Casarão do Boneco surgiu a partir da necessidade de alguns artistas que ocupam a casa e tem trabalhos em processo na área da performance como linguagem artística, este grupo de artistas propôs reunir-se e ter como objetivo o compartilhamento de discussões dialógicas sobre a linguagem da performance através de eventos artísticos, rodas de conversa e convivências cotidianas. O "euPerformance" é um encontro independente de artistas, performers e interessados em arte e ocorreu nos dias 20 e 21 de maio de 2016, sendo o primeiro grande evento organizado pelo Núcleo de Performance e aglomerou todos os artistas da casa e outros artistas da região metropolitana de Belém para um debate sobre as interações do corpo na cena performática (corpo-tecnologia, corpo-rua, corpo-celebração, corpo-resistência), o principal objetivo deste evento foi promover um espaço crítico-criativo de diálogo e colaboração, em rede, entre artistas, performers, e interessados em pensar-fazer performance, compreendendo as relações produzidas entre o corpo e a cidade. Este evento ocorreu no período de ocupação do Minc, e para fortalecer o movimento de ocupação o "euPerformance" foi deslocado do Casarão para a sede do IPHAN em Belém do Pará. Neste ano de 2017, o Núcleo já desenvolveu o evento Hospedeirus, onde aconteceu uma vivência de 10 horas de duração em que artistas da casa e convidados desenvolveram experimentações performáticas dentro do Casarão e o público pode entrar e sair do espaço durante todo o período de tempo interagindo ou somente assistindo ao processo de construção de performances, ações cotidianas e trocas de energia humana, afetos, memórias e amores. Efetivamente, o Núcleo de Performance do Casarão tem uma composição de membros fluida, com alguns mais próximos da ação artística e outros mais próximos da estruturação técnica para que ocorra o evento, e pode-se dizer que o Núcleo de Performance, em parceria com os Produtores Criativos, apresenta alguns de seus integrantes mais ativamente envolvidos em todo o processo:

 

Pedro Olaia

Pedro Olaia é afroameríndio paraense graduado em Engenharia Elétrica e mestrando no Programa de Pós-Graduação em Linguagens e Saberes na Amazônia (UFPA-Bragança), performer e ator, tem preferência em desenvolver suas performances na rua e/ou espaços públicos abertos, pois acredita no compartilhamento das artes com quem não frequenta instituições destinadas a exposições e espetáculos artísticos. Olaia também trabalha com vídeos, editando e interagindo corpo-imagem. Sophia é a drag de Olaia e está presente em muitas ações performáticas que dialogam sobre o tecnologia e os corpos trans-femininos e não-binárixs; atualmente pesquisa as performances de Sophia como transcriação destes corpos amazônidas que rompem com o padrão heteronormativo. Desde 2007 o artista contribui em coletivos artísticos na Amazônia e compartilha experiências imersivas coletivas em ruas, espaços públicos e espaços culturais de resistência autosustentáveis; o envolvimento de Olaia com o Casarão do Boneco inicia a partir da proposta dos amigos artistas que abriram este espaço para outros grupos artísticos ocuparem, e desde então Pedro vem participando das atividades da casa direta ou indiretamente. Artisticamente, junto a Lucas Alberto,  apresentou no “Amostra Aí” a narrativa performática “Quiirck: Uma História para Crianças e Pessoas com Coração de Criança”, e assim, de modo espontâneo vai se iniciando o Núcleo de Performance do Casarão.  EuPerformance foi o evento organizado por Olaia, Mauricio Franco, Xan Marçall (Heider Moura) e Leandro Haick, onde ocorreram diálogos sobre o corpo e imersões através de rodas de conversa e performances; e em fevereiro de 2017, Olaia em parceria com Vandileia Foro e Mauricio Franco, juntos executaram um evento de performance no Casarão que durou 10 horas e possibilitou ao público entrar e sair do Casarão do Boneco durante a duração da performance e interagir ou não com as ações que os três artistas lhe propunham.

 

Vandiléia Foro

É atriz, contadora de histórias, monitora de oficinas e graduada na licenciatura em História. Nascida e criada no Distrito de Icoaraci, Belém/PA, iniciou no teatro com o espetáculo Era Uma Vez, do Grupo Cínica Cênica (1996 e 1998). De 2002 até os dias de hoje, trabalha com contação de histórias. Atuou nos espetáculos Cobra Criada, pela Fundação Curro Velho entre os anos de 1998 a 2001, nos grupos Anthares (1999), Nós de Teatro (2000 e 2007), Nós Outros (2005), e Extrupiator (2005). Na Escola de Teatro e Dança da UFPA, participou como atriz do espetáculo Macunaíma (2000), Cadeira de Balanço (2000), Paixão Barata e Madalenas (2001 e 2002) e Aurora da Minha Vida (2002). Também atuou no Oficinão Residência, do Cine Horto Galpão (Belo Horizonte), com as montagens do espetáculo Arriscamundo (2008 e 2009) e “Projeto Pé na Rua”, com o espetáculo Sonhos de uma noite de São João (2009). Participou do espetáculo A Incrível e Triste História da Cândida Erêndira e sua Avó Desalmada, na UFMG (2009), e em agosto de 2010, do espetáculo Eutanázio e o Princípio do Mundo, do grupo Usina Contemporânea de Teatro (Belém Pará). Em 2011, foi atriz convidada do grupo In Bust Teatro com Bonecos, para atuar no espetáculo Catolé e Caraminguás. Em 2012, estreou como diretora do espetáculo Pro Ensaio Geral, BAI – Bando de Atores Independentes, e do documentário: Cametá histórias para ouvir e contar, da TV Cultura (2014). Em 2016, participou do espetáculo Cabanagem – O Musical, e da Performance Reator Eterno, do Estúdio Reator.

 

COMPANHIA DE TEATRO MADALENAS

Fundada em 2001 a Companhia de Teatro Madalenas traz como registro de sua identidade, enquanto companhia de teatro, a incansável busca pelo fazer teatral que provoque e instigue o homem pós-moderno a reflexão acerca de sua condição humana, principalmente no que se referem aos seus conflitos, suas aspirações, desejos e frustrações, assim como a sua relação com mundo que o cerca.

                                                                                              

Leonel Ferreira

Paraense nascido Belém, é sociólogo, e Especialista em Educação, Cultura e Organização Social. É ator, diretor e professor de teatro, além de educador atuante em projetos sociais de instituições públicas e privadas. Iniciou seu fazer teatral em 1993, e um ano depois ingressou na Escola de Teatro e Dança da UFPA, onde se formou no curso de ator no curso livre da referida instituição. Em 2001 fundou a Companhia de Teatro Madalenas com outros alunos da Escola de Teatro da UFPa, e com ela encenou os espetáculos Paixão Barata e Madalenas (2001), A Aurora da Minha Vida (2002/06), À Flor da Pele(2003/04), Eu Quero Botar Meu Bloco na Rua (2006),PopPorn (2007/08), Corpo Santo (2010/2011), La Fábula (2011/12/13/14/15/16) e A Estação (2015/16). Paralela às ações da Cia. Madalenas atuou nos espetáculos Hamlet (2004) e Laquê (2007), ambos do Grupo Cuíra de Teatro, Trash (2008), do Grupo Teatro de Apartamento, bem como nos filmes de curta e longa metragem Dezembro, de Fernando Sectovich (2002), e Araguaia: A Conspiração do Silêncio (2002), de Ronaldo Duque,  Sol do meio dia, de Eliane Café (2006) e Serra Pelada – O Filme (2012), de Heitor Dhalia. Dirigiu os espetáculos: Medo, Dúvida e Culpa (2004) com os internos do Sistema Penal do Estado do Pará –SUSIPE, Horizonte Distante (2005), Circuito Mico’s de Teatro (2006), A Incrível História de Matusquela I, A Bela Contra Asdrúbal Caolho, O Terrível (2006) com o Grupo de Teatro Universo de Expressão da Fábrica Snacks Produtos Alimentícios LTDA;  68 (2008 e 2009), Juniamã (2009/2010), Bento Bruno (2010) com o Grupo Cênico da Fundação Curro Velho, Corpo Santo (2010/11) e A Estação (2015) com a Cia de Teatro Madalenas; Barata, pega na chinela e mata (2012), com o Grupo Cuíra e Sonho de uma noite de verão (2012), com a Fundação Curro Velho  . É articulador do Fórum Livre Permanente de Teatro do Pará.

 

BANDO DE ATORES INDEPENDENTES (BAI)

O Bando de Atores independentes-BAI, inicia suas atividades em novembro de 2007, estreando seu primeiro espetáculo em Abril de 2008, denominado Três. A partir daí, o grupo, composto por Maurício Franco e Sandra Perlin, trabalharam na construção de uma trilogia com os mesmos princípios poéticos do primeiro espetáculo. No ano de 2010, foi criado o 6 semes aqui e, em 2012, o Pro ensaio geral. Essa trilogia compõe o que o grupo denomina de Teatro da Fragilidade. No ano de 2009, o BAI experimenta um fazer teatral com outras mídias na cena, como, por exemplo, filmagens e vídeos com transmissão ao vivo para plateia. O espetáculo O outro e a Mulher Morta, se baseia em uma poética ainda não nominada, sendo conhecida somente como Experimentações com diferentes mídias. O grupo, em seis anos de existência, tem uma grande produção, apesar de seus integrantes fazerem circulação por outros grupos da cidade de Belém, exercendo diferentes funções. Apesar do grupo ser formado por apenas dois integrantes, essa produção é resultado da abertura do Bando para artistas das mais variadas áreas, que se interessam em experimentar o Teatro da Fragilidade, podendo levar essa vivência para outro trabalhos, o que caracteriza o BAI como um grupo que trabalha com grande demanda de convidados, gerando um espaço de troca intenso entre processos criativos e afetivos.

 

 

Mauricio Franco

Iniciou as atividades artísticas em 1997, cursando oficinas de artes plásticas e cênicas na Fundação Curro Velho onde, mais tarde viria a ser instrutor dessas mesmas atividades. Em 1998, ingressou no curso de iniciação teatral da Universidade Popular (UNIPOP) onde fez parte do grupo de teatro até 2001. Em 2004, entrou no Curso Técnico de Formação em Ator, da Escola de Teatro e Dança da Universidade Federal do Pará (EDTUFPA). Junto as atividades de ator, agregou as funções de cenógrafo e figurinista. Foi integrante dos grupos UNIPOP-1998, Dramática Cia-2000 e Papel Animado- teatro de bonecos– 2003, hoje faz parte dos grupos Deabusados Cia e Bando de Atores Independentes (BAI) onde explora, entre outras funções, a de Direção e Dramaturgia. Além de ser colaborador das atividades do Casarão do Boneco.

 

Sandra Perlin

Graduada em Ciências da Religião pela Universidade do estado do Pará-UEPA (2006/2009). Possui curso de formação de ator pela Escola de Teatro e Dança da Universidade Federal do Pará- UFPA (2004/2005). Atua na Comunidade Eclesial de Base Sagrado Coração de Jesus com teatro popular há vários anos. É uma das fundadoras do Bando de Atores Independentes (BAI) desenvolvendo as funções de atriz e dramaturga, e apesar de ser integrante deste grupo, circula por diversos outros grupos teatrais na cidade de Belém. Tem experiência na área de Teatro, com ênfase em Teatro Popular, Dramaturgia e Interpretação. Mestre em Ciências da Religião pela Universidade do Estado do Pará-UEPA, na linha de pesquisa Linguagens da Religião. Mestre em artes pela Universidade Federal do Pará-Instituto de Ciência da Arte-Ica, na linha de pesquisa Trânsitos e Estratégias Epistemológicas em Artes nas Amazônias.

 

VIDA DE CIRCO

O Vida de Circo é fruto de muitos anos de aprendizado e trocas com artistas circenses de diferentes países que a Mestre em Artes e Coordenadora geral, profa. Virginia Abasto conquistou ao longo de seus 18 anos de carreira. Mais antes e principalmente, dos tantos parceiros que compraram este sonho de ter circo na cidade como atividade permanente. Atuando dentro do Casarão do Boneco, conta com uma estrutura diversificada de aparelhos aéreos (trapézio, tecido, lira, corda indiana, etc.), estrutura para acrobacias de solo (tatames, malabares, pernas de pau, bolas suíças, etc); e de segurança (cordas, cadeirinhas de sustentação, colchões e lonjas ) com os quais ofertam-se oficinas regulares e particulares (personal trainer) para alunos de todos os níveis. Desde aqueles que nunca antes treinaram atividades acrobáticas até artistas profissionais especializados na área. Sendo o público mais habitual, aqueles que buscam se desafiar com um novo estilo de vida. Alunos que preferem atividades alternativas que ás rotinas da sala de musculação e, ainda, os que praticam esportes acrobáticos (wakesurf, kitesurf, skate, slackline, surf, etc) que buscam no circo aperfeiçoamento para suas manobras mais especificas a cada modalidade. Por ser um dos poucos recintos particulares dedicado ao treinamento em Circo o espaço serve, também, para pesquisas artísticas; dá suporte a estágios supervisionados de alunos de graduação em artes, pedagogia e educação física e oferece um espaço de lazer e fitness para todos aqueles que querem “experimentar” a sensação de ser um artista do picadeiro, um acrobata da vida.

 

Virgínia Abastos

Artista Circense, Treinadora física, Gestora e Pesquisadora. Mestra em artes pelo Instituto de Ciências da Arte- Programa de Pós-graduação em Artes da Universidade Federal do Pará/Brasil, bolsista CAPES/CNPQ, com a pesquisa “Retrato de picadeiros: memorias de uma trajetória de Circo na Amazônia paraense”, premiada pela Fundação Nacional de Cultura (FUNARTE) para publicação da pesquisa em formato de livro.  Licenciada em Pedagogia pela Universidade Vale do Acaraú. Técnica em Ginástica pelo Simão Gym (Argentina) e Esp. em Gestão Cultural (Senac). Coordenadora do Vida de Circo, da produtora de eventos VC produções e do Seminário de Pesquisa em Artes Circenses.

 

Links:

Fanpage

Casarão do Boneco – Projeto Circular

Holoforte Virtual: chamado coletivo para salvar o Casarão do Boneco

 

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